Curta um conto: A partir da insônia e do Raymond Carver

A insônia me acomete e fico pensando. Ou fico pensando e a insônia me acomete. Entre outras (muitas) coisas, penso no Carver. Raymond Carver e suas histórias sobre a classe média baixa estadunidense, os que em geral ficaram à margem do “sonho americano”. Histórias de linguagem simples e emoções vastas. 

Não sei se o Fernando Mantelli sofre de insônia. Mas ele também pensa no Carver. O Fernando é cineasta. Gosta de fazer curtas-metragens. Adaptados de contos. Dirigiu, por exemplo, Limbo, baseado no conto “Visor”, de Carver. 

A madrugada adentra a noite, e eu a adentro a madrugada. (Re) Lendo Carver. Visor. P. 275 de 68 contos de Raymond Carver (Companhia das Letras, 2010). “Um homem sem mãos apareceu na minha porta para me vender uma fotografia da minha casa. A não ser pelos ganchos cromados, era um homem de aspecto comum, de mais ou menos cinquenta anos...” 

Um começo instigante eu diria. Queria tê-lo escrito, mas essa coluna não é sobre mim. É sobre o Carver, e o Fernando Mantelli. E o Curta um Conto, um evento da Faculdade de Letras (FALE) da PUCRS. Eu faço a mediação. Entrevisto o diretor, que exibe o seu filme e fala da adaptação. Nesta quarta, 22/10, na Arena da FALE, às 18h.

Luís Roberto Amabile

http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/biblioteca/Capa/BCENoticias/BCENoticiasCuriosidades


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